Mariana, 38 anos, começou a sentir dores fortes no lado direito do abdômen logo após refeições gordurosas. O ultrassom revelou cálculo biliar (pedra na vesícula). Com medo de precisar de um corte grande, agendou uma consulta com o Dr. Caio. Ele explicou que a cirurgia é feita por pequenas incisões (videolaparoscopia), sem dor excessiva e com retorno rápido à rotina. Mariana realizou o procedimento em um sábado e na segunda-feira já estava em casa, recuperando-se tranquilamente.
Consiste na remoção cirúrgica da vesícula biliar inflamada ou com cálculos (pedras). É realizada sob anestesia geral por meio de pequenas incisões (vídeo ou robô), garantindo menor dor no pós-operatório e rápida recuperação.
A primeira colecistectomia aberta foi realizada em 1882 por Carl Langenbuch. No entanto, a grande revolução ocorreu no final dos anos 1980 com a introdução da videolaparoscopia, que transformou uma cirurgia com grandes cortes em um procedimento minimamente invasivo. Hoje, com a chegada da cirurgia robótica, alcançou-se uma precisão ainda maior para dissecções delicadas da via biliar.
Exames laboratoriais de rotina (hemograma, coagulograma, função hepática), EKG e avaliação anestésica.
Jejum absoluto (água e alimentos) de 8 horas antes da cirurgia.
Higienização corporal com sabonete antisséptico na noite anterior e na manhã do procedimento.
Pós-imediato: Internação curta de 12 a 24 horas. Caminhadas leves são estimuladas poucas horas após o procedimento.
Alimentação: Dieta leve e hipogordurosa (pobre em gorduras) nos primeiros 15 dias para adaptação do organismo.
Atividades: Repouso relativo por 7 a 10 dias. Evitar carregar pesos acima de 5 kg por 30 dias.
Cuidados locais: Manter os curativos limpos e secos após o banho.
A colecistectomia minimamente invasiva é o tratamento padrão-ouro para prevenções de complicações graves como a pancreatite e a coledocolitíase. Apresenta índices de sucesso extremamente elevados, recuperações céleres e excelentes resultados estéticos e funcionais.
A vesícula apenas armazena a bile; o fígado continua a produzi-la normalmente e a envia direto ao intestino.
Na maioria dos casos, o paciente recebe alta em 12 a 24 horas.
Não, são feitas apenas de 3 a 4 incisões milimétricas na região abdominal.
Alguns pacientes apresentam fezes mais amolecidas no início, mas o intestino costuma se adaptar em poucas semanas.
Apenas nos primeiros dias. Após o período de adaptação, a maioria dos pacientes volta a comer normalmente.
Caminhadas leves são liberadas precocemente, mas esforços intensos costumam aguardar de 15 a 30 dias.
Comente já!